25 de novembro de 2006

A primeira avó suicida/Grandmother commits suicide attack



Uma avó palestiniana fez-se explodir, no passado dia 23, perto de soldados israelitas, na Faixa de Gaza, ferindo três deles, no primeiro atentado suicida reivindicado pelo Hamas (que controla o governo palestiniano) em quase dois anos.

Fátima Omar Mahmoud al-Najar, mãe de 9 filhos e avó de 41 netos, accionou uma carga explosiva perto de soldados israelitas que participavam numa incursão no sector de Jabaliya, no norte do território palestiniano.


“Os soldados viram uma mulher suspeita a aproximar-se e constataram que ela trazia uma carga explosiva. Lançaram uma granada ensurdecedora na sua direcção, mas ela conseguiu fazer-se explodir”, afirmou uma porta-voz militar israelita.

Segundo uma filha da bombista suicida, Fátima perpetrou o atentado “em resposta ao massacre de Beit Hanoun”, uma localidade do norte da Faixa de Gaza, onde 19 civis palestinianos morreram, a 8 de Novembro, num bombardeamento israelita.

Trata-se da mais velha bombista suicida palestiniana a cometer um atentado anti-israelita desde o início da Intifada, em Setembro de 2000.

As Brigadas Ezzedine al-Qassam (braço armado do Hamas) reivindicaram a operação de mártir conduzida por Fátima Omar Mahmud al-Najar, de 57 anos.

O atentado ocorreu numa altura em que o exército israelita multiplica as incursões e ataques aéreos na Faixa de Gaza para tentar parar com os tiros de rockets palestinianos.



Sobre o Hamas/About Hamas:
O Hamas (acrónimo de Harakat al-Muqawamah al-Islamiyyah) é um movimento político palestiniano, cuja sigla designa o Movimento de Resistência Islâmica, ou seja, a luta contra a existência do Estado de Israel (Estado esse criado após a Segunda Guerra Mundial para abrigar judeus).

Criado, em 1987, na cidade de Gaza, a qual situa-se na Faixa de Gaza, o Hamas preconiza a luta contra Israel, por todos os meios, visando a libertação da Palestina "... desde o Rio Jordão até ao mar".

O Hamas é responsável por várias acções armadas e terroristas contra Israel.

Em 25 de Janeiro de 2006, o Hamas venceu as eleições para o Parlamento palestiniano, derrotando a Fatah e conquistando 74 das 132 cadeiras do parlamento, após a contagem final de votos que ocorreu em 28 de Janeiro de 2006. O movimento de luta armada palestiniano preparou-se então para formar o novo governo, não necessitando, para isso, de coligações.

No início de Fevereiro, o Hamas anunciou que ia buscar ajuda a países com políticas mais à esquerda como o Brasil e a Venezuela. O grupo político mostrou que se preocupava em formar um governo que pudesse ser aceite por outras nações, embora tenha dito que não reconhecia o Estado de Israel.

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